Torna muito oportuno e conveniente analisar e estudar esse fenômeno integral - natural, para aproveitar a inesgotável energia cinética armazenada nas principais bacias fluviais e marítimas da Terra, para transformá-las em imensos rios de eletricidade.

São os seguintes os critérios e a ordem geral para o aproveitamento de rios caudalosos, nos quais não seja possível desenvolver projetos hidrelétricos convencionais, bem como em ambientes marinhos que, por suas características, a aplicação dessa nova concepção se mostre conveniente:

a) Não seria necessário executar nenhum tipo de obra civil superficial (represas, vertedores, usinas, obras de desvio etc.), nem instalações eletromecânicas externas, exceto as linhas de corrente contínua que, na medida em que avancem as pesquisas em transmissão elétrica em alta tensão, poderiam evoluir para a completa supressão de torres e cabos condutores.

b) Como não haveria a formação de reservatórios, evitar-se-ia a inundação de áreas habitadas, terras cultivadas, sítios arqueológicos etc., com o que se eliminariam desapropriações e indenizações, além de problemas acarretados pela oposição de organizações políticas, sociais e ambientalistas.

c) Com a possibilidade de fabricação e instalação de potentes grupos turbogeradores, as FHC formadas com várias linhas paralelas de produção e separadas 0de forma proporcional à dimensão dos equipamentos, seria conveniente que a velocidade da atua nas seções de extração se conserve e, inclusive, se incremente dentro de toda a estrutura de condução (uma corrente com fluxo natural e outra com menor velocidade), para que suas dimensões facilitem a fabricação e montagem.

d) O acesso a cada grupo gerador se daria através de acessos (semelhantes a um periscópio de submarino), com altura e geometria apropriadas para impedir o acesso de água ou quaisquer outros materiais durante a temporada de cheias ou a incidência de fenômenos naturais. Isto significa que emergiriam da água unicamente tubos-chaminés, que seriam camuflados para se confundir com as paisagens fluviais e marítimas, mas com a devida sinalização para a navegação.

e) Igualmente, seriam instaladas barreiras de bóias e estruturas-guias para delimitar as zonas exclusivas das FHC e para canalizar o volume total da produção. Estas barreiras flutuantes incluiriam malhas transversais para controlar o acesso da fauna e materiais aquáticos, evitando que animais se firam ou se enredem nas hélices das turbinas.

f) Todos os FHC ocupariam a parte central das seções escolhidas, de forma que o volume de água que passasse pelo primeiro grupo de turbo geradores submarinos seria o mesmo que acionaria a unidade seguinte, e assim sucessivamente, até o último grupo. Isto subentende que, para se aproveitar os recursos de uma bacia de forma normal, sejam instalados projetos em cascata; nos grandes rios, o procedimento seria similar, exceto que as linhas de produção das FHC se situariam no sentido do fluxo.

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